FMI cita pobreza e desigualdade como desafios da última década em Angola

5 setembro 2014

Prevê-se que o crescimento económico atinja 3,9% em 2014; número representa redução em comparação a 2013; produção agrícola deve crescer cerca de 11,5% este ano.

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

O Fundo Monetário Internacional, FMI, afirma que apesar do forte crescimento económico na última década, a pobreza e a desigualdade de renda continuam a desafiar Angola.

O órgão cita uma pesquisa de despesas de famílias, lançada em 2011, que demonstra que a distribuição de renda no país é uma das mais desiguais na África Subsaariana.

Pobreza

Os 10% das pessoas melhor remuneradas em Angola concentram um terço dos rendimentos totais. Por outro lado, o índice de incidência da pobreza relativa ronda os 37%, chegando aos 60% nas áreas rurais.

Mas o FMI assinala fortes progressos nas reformas estruturais, ao citar a aprovação pelo Parlamento da reforma tributária. A aprovação dos diplomas é considerada “um passo crucial para reduzir a forte dependência do orçamento das receitas do petróleo.”

A estimativa para o crescimento da produção agrícola é de cerca de 11,5% este ano.

Petróleo

Apesar da queda na produção petrolífera, registada este ano, a economia angolana deve crescer 3,9%. No ano passado, o desempenho foi de 6,8%.

O FMI prevê ainda que a inflação possa atingir 7,5% até ao fim de 2014.

*Apresentação: Eleutério Guevane.

 

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