Ébola: especialistas discutem intervenção para surto que já matou 1,9 mil

4 setembro 2014

Tratamento e vacinas são temas principais da reunião que junta cerca de 200 pessoas em Genebra; OMS mencionou existência de pelo menos oito potenciais intervenções e duas vacinas.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

A Organização Mundial da Saúde, OMS, analisa a partir desta quinta-feira os tratamentos mais promissores para o ébola bem como as formas de acelerar os testes e a produção.

A agência estima que mais de 1,9 mil pessoas já morreram devido ao surto da doença na África Ocidental. Cerca de 3,5 mil casos foram confirmados ou suspeitos na Guiné Conacri, Serra Leoa e Libéria.

Ética

O encontro de Genebra reúne cerca de 200 especialistas no controlo, pesquisadores e especialistas em ética médica além de funcionários dos países afetados.

A OMS cita pelo menos oito possíveis intervenções para tratamento e prevenção além de duas vacinas. Tanto as terapias como as vacinas estão em fases iniciais de investigação e desenvolvimento.

A questão ética prende-se ao facto de estes não terem sido aprovados quanto à segurança ou eficácia em humanos. Além disso, alguns materiais para investigação destes produtos são considerados muito limitados.

Tratamento

Em agosto, um painel de especialistas concluiu que, pelas circunstâncias particulares do surto e sob certas condições, é ético usar as intervenções não comprovadas como potenciais tratamentos ou para prevenir a infeção.

Entre os desafios para gerir os produtos estão os requisitos da cadeia de frio, as necessidades de infraestrutura, e formação de profissionais de saúde.

Combate ao Vírus

A organização alertou que pelo menos US$ 600 milhões são necessários para combater o vírus, na região, que pode infetar outras 20 mil pessoas a mais antes do controlo do surto.

A agência realça que as terapias experimentais ainda não passaram por todos os testes clínicos não podendo, portanto, haver plena confiança de sua segurança e eficácia.

Até esta sexta-feira, o encontro de Genebra deve determinar os objetivos globais para avaliar e usar as potenciais intervenções. Pretende-se também identificar as ações mais importantes e o tipo de apoio necessário para conter o ébola.

*Apresentação: Denise Costa.

 

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