Surto de ebola é maior e mais severo já visto, diz chefe da OMS
BR

2 setembro 2014

Declaração foi feita na sede da ONU; também presente ao encontro,vice-secretário-geral comentou o “fator medo” sobre o surto; segundo Jan Eliasson,  ebola é mais do que uma crise na saúde.

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

Um encontro na sede da ONU sobre o surto de ebola na África Ocidental foi realizado na manhã desta terça-feira, em Nova York. Participaram da reunião vários chefes de agências como a Organização Mundial de Saúde e o Unicef.

O vice-secretário-geral, Jan Eliasson, compareceu ao encontro e mencionou o “fator medo” associado ao surto de ebola. Já a diretora-geral da Organização Mundial da Saúde, OMS, Margaret Chan, disse que já foram registrados mais de 3,5 mil casos na Guiné, na Serra Leoa e na Libéria, com um total de mais de 1,5 mil mortos.

Severo

As informações foram dadas a representantes de delegações numa reunião informal da Assembleia Geral. A chefe da OMS disse que o surto é mais rapido que as ações para controlá-lo nestes países.

Chan afirmou que este surto de ebola é o “maior, mais severo e mais complexo em quase 40 anos de história desta doença”.

Ela disse que o surto na Nigéria é muito menor, e que a maioria dos casos está ligada à mesma linha de transmissão. O primeiro caso no Senegal foi relatado em 29 de agosto. A doença foi transmitida por uma pessoa vinda da Guiné.

RDC

Chan mencionou ainda os casos na República Democrática do Congo.. Dados desta terça-feira apontam para 53 casos com 31 mortes no país centro-africano.

Ela afirmou que estes casos não significam uma disseminação da doença a partir da África Ocidental.  E mencionou ainda que testes confirmaram que este é um surto não relacionado que está acontecendo em paralelo.

Sobrevivência

Chan destacou a importância da comunicação sobre a enfermidade. Ela disse que a doença é severa, mas que a rapidez no tratamento tem aumentado a perspectiva de sobrevivência.

Ela afirmou que cerca de 50% das pessoas contaminadas com ebola sobrevivem.

A chefe da OMS disse que a doença se tornou uma “ameaça global” que requer uma “resposta global” em solidariedade com os países afetados. Ela disse ainda que o surto vai piorar antes que melhore.

Colheitas

Nesta terça-feira, a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, alertou que escassez de trabalho está colocando a temporada de colheita em “sério risco”.

A agência afirmou também que interrupções no comércio de alimentos nos três países africanos mais afetados pelo surto de ebola tornou os produtos caros e de difícil acesso.

Na Guiné, na Libéria e na Serra Leoa, zonas de quarentena e restrições à movimentação de pessoas com objetivo de combater a disseminação da doença, reduziram o movimento e comércio de comida.

A FAO afirmou que prevenir mais mortes e interromper a propagação do vírus permanecem sendo as principais prioridades neste momento.

Assistência

Segundo a agência, é “fundamental” que comunidades rurais entendam quais práticas representam os maiores riscos à transmissão entre humanos e causada por animais selvagens.

O Programa Mundial de Alimentos, PMA, lançou uma operação regional de emergência para alcançar 1,3 milhão de pessoas em centros de saúde e áreas de quarentena.

O PMA afirma que precisa “urgentemente” de US$ 70 milhões, o equivalente a cerca de R$ 158 milhões, até novembro para uma operação regional de emergência.

 

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