Ébola: caso no Senegal tratado como emergência de prioridade máxima

31 agosto 2014

OMS declarou que paciente é jovem que chegou ao país proveniente da vizinha Guiné-Conacri; doença já fez mais de 1,5 mil mortos e infetou 3 mil; país torna-se o quinto a desenvolver a doença na África Ocidental.

Eleutério Guevane, Rádio ONU em Nova Iorque. 

A Organização Mundial da Saúde, OMS, anunciou que trata do primeiro caso de ébola no Senegal como uma “emergência de prioridade máxima.”

Neste domingo, a agência enviou pessoal operacional para a capital Dakar e promete que mais técnicos sejam despachados para o país africano.

Quinto País

A OMS disse que, neste sábado, o Ministério da Saúde senegalês forneceu os detalhes do primeiro caso da doença. Com a ocorrência, o Senegal torna-se a quinta nação da África Ocidental afetada pelo surto.

Mais de 1,5 mil pessoas já perderam a vida e outras 3 mil foram infetadas pelo ébola em toda a região.

Paciente

O jovem, de 21 anos, viajou para o país no dia 20 de agosto a partir da Guiné-Conacri onde o surto iniciou e o paciente foi infetado pelo vírus.

Dois dias após ter ficado com parentes, na periferia da cidade, procurou atendimento médico devido a sintomas que incluem febre, diarreia e vómitos. Ele deixou o estabelecimento após ter recebido tratamento para a malária sem ter melhorado.

No dia 26 de agosto, foi encaminhado a um centro especializado em doenças infecciosas, com os mesmos sintomas e veio a ser hospitalizado.

No dia seguinte, as autoridades de Conacri emitiram um alerta a informar aos serviços médicos regionais sobre a fuga do sistema de vigilância de uma pessoa que tivera contacto próximo com um paciente confirmado de ébola.

O Governo do Senegal informou ainda à OMS sobre a necessidade urgente de apoio epidemiológico, equipamentos de proteção individual e kits de higiene o mais rapidamente possível.

Na quinta-feira, a agência divulgou um plano de US$ 489 milhões para interromper a transmissão do vírus nos próximos seis a nove meses.

As recomendações destacam que os países afetados devem rastrear as saídas para evitar que a doença se espalhe para outros 10 países.

 

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