Alto comissário adjunto aborda questão de ex-refugiados em Angola

29 agosto 2014

Acnur vai apoiar retorno da maioria dos 73 mil angolanos que continuam na República Democrática do Congo; Cerca de 550 mil cidadãos deixaram o seu país durante a luta pela independência e a guerra civil.

Herculano Coroado, da Rádio ONU em Luanda.

O alto comissário adjunto das Nações Unidas para Refugiados, Alexandre Aleinikoff, chega este domingo a Angola. Uma nota da representação da agência no país, sublinha que a deslocação enquadra-se numa visita oficial de três dias.

Em causa estão encontros com as autoridades angolanas no quadro da aplicação da estratégia de soluções duradouras para os ex-refugiados angolanos.

Documentos

Um outro objetivo é assegurar que os processos de atribuição de documentos pessoais angolanos para os refugiados continuam com um bom ritmo.

Antes da sua visita a Luanda, Aleinikoff dirige-se à Zâmbia, com vista a realizar encontros com o Governo daquele país a propósito da situação de ex-refugiados angolanos naquele território.

Opção 

Aos que desejam permanecer naquele país, o Governo da Zâmbia disponibiliza a opção de integração local para 10 mil pessoas. Já aos que desejarem regressar a Angola é dada a possibilidade de repatriamento voluntário.

Relativamente à situação dos ex-refugiados angolanos que ainda vivem na República Democrática do Congo, iniciou-se uma nova fase de repatriamento voluntário no passado dia 20 de agosto de 2014.

Regresso 

Estimativas indicam que 550 mil angolanos fugiram de Angola durante os 14 anos de luta pela independência e a guerra civil consequente. Enquanto a maioria de refugiados angolanos tem regressado desde 2002, 73 mil continuam no exílio na República Democrática do Congo. Prevê-se que a maioria regresse à casa com o apoio do Acnur nos próximos meses.

O repatriamento tem por base os acordos e o Cronograma de Atividades saídos da 7ª. Reunião Tripartida realizada em Luanda, em julho do corrente ano. As sessões envolveram delegações dos Governos da República Democrática do Congo, de Angola e do Acnur.