ONU quer uso da cor laranja neste dia 25 para combater violência a meninas
BR

25 agosto 2014

Data, comemorada ao 25 de cada mês, faz parte da campanha UniTE; ações destacam questões relevantes à prevenção e eliminação da violência; segundo ONU Mulheres, atualmente 250 milhões de mulheres no mundo se casaram antes dos 15 anos de idade.

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

As Nações Unidas estão promovendo o uso da cor laranja neste dia 25 de agosto para combater a violência contra as meninas. A iniciativa é parte da campanha UniTE contra a violência a mulheres.

As atividades implementadas neste dia por escritórios da ONU em diferentes países e organizações da sociedade civil destacam questões relevantes à prevenção e eliminação da violência contra mulheres e meninas todos os meses. O dia 25 de novembro é o Dia Internacional para Eliminação da Violência contra Mulheres.

Escolas

Em julho de 2012, a campanha UNiTE do secretário-geral da ONU para Eliminar Violência contra Mulheres proclamou o dia 25 de cada mês como Dia Laranja.

Neste dia, a ONU pede que cada pessoa use uma peça de roupa com a cor laranja em sinal de alerta contra a violência. Em todo o mundo, mais de 700 milhões de mulheres casaram-se antes da maioridade. Deste total, 250 milhões tinham menos de 15 anos de idade.

O Dia Laranja destacou questões incluindo segurança nas escolas, locais de trabalho e espaço cibernético.

Colegas e Adultos

Segundo a ONU Mulheres, a violência contra meninas é cometida por colegas e amigos, e adultos. O crime ocorre tanto em locais privados quanto públicos.

Em situações de emergência, elas podem sofrer estupro, prostituição e gravidez forçada, além de escravidão sexual como táticas de guerra ou resultado de instabilidade relacionada a um conflito.

De acordo com a agência, mais de 130 milhões de meninas e mulheres sofreram alguma forma de mutilação genital em 29 países da África e Oriente Médio.

Meninas que se casam com 18 anos ou menos têm probabilidade menor de completar seus estudos e mais chances de sofrer violência doméstica.

A ONU Mulheres afirma ainda que casamento infantil é uma violação de direitos humanos em si, mas também previne meninas de viverem outros direitos.

 

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