Comunidades afetadas pelo ebola na África precisam de assistência alimentar
BR

20 agosto 2014

Programa Mundial de Alimentos diz que até 1,3 milhão de pessoas no oeste da África precisam do auxílio; coordenador da ONU sobre o ébola deve chegar à região ainda esta semana.

Laura Gelbert, da Rádio ONU, em Nova York.*

Até 1,3 milhão de pessoas precisam de assistência alimentar em áreas mais afetadas pelo surto de ebola na África Ocidental. A afirmação é do Programa Mundial de Alimentos, PMA.

A agência diz que populações em áreas que foram postas em quarentena por governos para deter a disseminação do vírus estavam em risco de severa escassez de alimentos. A causa seria a interrupção de mercados e atividades agrícolas e o aumento do preço dos produtos.

Assistência

O PMA afirma que vai precisar de US$ 70 milhões, o equivalente a cerca de R$ 158 milhões, para fornecer assistência alimentar à população afetada.

A porta-voz da agência na África Ocidental, Fabienne Pompey, disse que a organização está fornecendo ajuda a mais de 100 mil pessoas, incluindo principalmente os que estão em quarentena em centros de saúde e suas famílias.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, o número de mortes causadas pelo surto de ebola na Guiné, Libéria, Serra Leoa e Nigéria é de 1229.

Situação

Em entrevista na sede das Nações Unidas em Nova York, o coordenador do sistema da ONU para o ebola, Dr. David Nabarro, falou sobre a situação nos países afetados.

O especialista afirmou que a doença está se espalhando em quatro países da África Ocidental nos últimos meses e que em três deles, o surto é “severo”. Ele disse que talvez o primeiro país afetado tenha sido a Guiné, mas que a ONU está olhando agora particularmente para Libéria e Serra Leoa, onde a infecção parece estar aumentando.

Nabarro falou que a OMS fez uma reunião de seu comitê de emergência e concluiu que o surto de ebola na África Ocidental é uma “emergência de saúde pública de importância global”. Segundo ele, isto significa que algumas medidas são tomadas para controlar o surto, ajudar as pessoas afetadas e prevenir que a doença se espalhe para outros países da região.

Viagens

O especialista também da reunião que teve com representantes dos países afetados, sobre operações da ONU na África Ocidental e sobre viagens aos locais atingidos.

Nabarro disse que não há justificativa de impedir que pessoas viajem para países afetados pelo surto de ebola. A questão, segundo ele, é previnir que pessoas entrem em contato próximo com outras afetadas.

Transmissão

O coordenador da ONU falou sobre como a doença é disseminada.

Ele disse que o vírus passa de uma pessoa para outra através de fluidos corporais, o que significa vômito, fezes ou, talvez, até saliva. E destacou que se uma pessoa pode se proteger do contato com fluidos corporais de uma pessoa infectada, ela não será contaminada.

Nabarro disse ainda que as pessoas que sobreviveram à doença têm grande potencial. Segundo o especialista, eles estão cada vez mais se tornando voluntários no tratamento dos que ainda estão infectados e não devem ser evitados por suas comunidades.

*Apresentação: Edgard Júnior.

 

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