Pnuma: investimento em mudança climática ajudará 65% dos africanos

13 agosto 2014

Relatório da agência da ONU prevê impactos futuros sobre famílias, agricultura e saúde em África; documento diz que população do continente vai dobrar até 2050.

Edgard Júnior, da Radio ONU em Nova Iorque.

Um relatório lançado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Pnuma, diz que os investimentos feitos para adaptação aos impactos causados pela mudança climática vão beneficiar 65% dos africanos.

De acordo com o documento da agência da ONU, a população da África vai dobrar até 2050, chegando a 2 mil milhões de pessoas. A maioria continuará a depender da agricultura para seu sustento.

Impactos

O diretor-executivo do Pnuma, Achim Steiner, explicou que “com 94 por cento do setor agrícola do país dependente da chuva, os futuros impactos causados pela mudança climática podem reduzir as plantações em 15 por cento ou 20 por cento em algumas partes de África”.

Entre os efeitos mais preocupantes estão seca, cheias e aumento do nível do mar em várias regiões. A questão ganha uma expressão maior quando o Pnuma prevê a possibilidade de um declínio de 20 a 50 por cento na disponibilidade de água nos próximos anos.

Sneider referiu que tais cenários, se não forem combatidos, podem ter graves implicações nos países mais vulneráveis do continente.

Projetos

O relatório cita alguns projetos já realizados que ajudaram várias nações nesse processo.

Nas ilhas Seichelles, por exemplo, as autoridades implementarem lei que mudou o código para a construção de escolas. Agora, é obrigatória a inclusão de um sistema de coleta de água da chuva, o que levou a uma economia substancial em despesas com o consumo.

No Uganda e no Ruanda projetos de reflorestamento também estão a dar resultado. Nos dois países, mais de 780 hectares de terras foram recuperados e mais de 31 mil árvores foram plantadas.

 

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