Crianças estão a ser “ignoradas” dos acordos sobre mudança climática

1 agosto 2014

Afirmação é do Unicef, ao lançar relatório inédito; agência afirma que crianças formam 80% das mortes atribuídas a mudanças do clima; 175 milhões de menores serão afetados pelos efeitos em África e sul da Ásia.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova Iorque.

As crianças formam o grupo mais afetado pelas mudanças climáticas e ainda assim, continuam a ser “ignoradas” durante as negociações de alto nível sobre o tema.

A afirmação é do Fundo da ONU para a Infância, Unicef, que lançou um relatório inédito onde discute os direitos das crianças nas políticas sobre o clima.

Efeitos Extremos

Na próxima década, 175 milhões de crianças do sul da Ásia e de África serão afetadas por desastres relacionados ao clima, o que poderia levar a 250 mil mortes de menores em cada ano.

O diretor do Unicef diz que os efeitos da mudança climática estão cada vez mais visíveis e extremos e a afetar as vidas de crianças e adolescentes em todo o mundo.

Anthony Lake ressalta que 80% das mortes atribuídas a eventos do clima têm como vítimas os menores e a maioria das fatalidades ocorre nos países em desenvolvimento.

Água e Alimentos

A publicação traz artigos de 40 especialistas em saúde, nutrição, direitos das crianças e cientistas. O documento detalha as ameaças e a urgência em melhorar esforços de adaptação à mudança climática, desde que as crianças sejam incluídas nas ações.

As mortes relacionadas ao clima podem ocorrer devido a desastres naturais ou doenças causadas pela insegurança alimentar, falta de acesso à água limpa e saneamento.

Para o diretor do Unicef, o desafio imposto pela mudança climática é imenso e requer uma resposta urgente de todas as gerações. Lake lembra que serão as crianças a herdar o planeta e por isso, deveriam de ser as últimas a serem excluídas das negociações.

 

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