FMI espera que economia da Guiné-Bissau acelere ainda este ano

30 julho 2014

Após missão oficial ao país, Fundo Monetário Internacional cita aumento do preço das exportações de castanhas de caju; PIB deve crescer a 2,7% em 2014.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Fundo Monetário Internacional, FMI, encerrou esta terça-feira uma missão oficial à Guiné-Bissau, realizada para discutir os recentes desenvolvimentos económicos da nação.

A equipa do Fundo reuniu-se com o novo governo, incluindo o presidente José Mário Vaz e o primeiro-ministro Domingos Simões Pereira. O FMI acredita que a actividade económica do país deva acelerar ainda este ano.

Inflação

O motivo é o aumento no preço das exportações da castanha de caju e o retorno do apoio de doadores tradicionais. O FMI calcula que o Produto Interno Bruto, PIB, deve crescer numa taxa de 2,7% em 2014.

Com a eliminação dos atrasos fiscais, e com os produtores do caju a receber mais pelas as suas colheitas, a inflação na Guiné-Bissau deve subir na segunda metade do ano.

A missão do FMI notou que o novo governo conseguiu reduzir os atrasos salariais de quatro para dois meses e estarão totalmente regularizados graças a um empréstimo do Banco Mundial. 

Confiança

O governo refere que este último avanço é um sinal importante da confiança depositada pelos bancos privados regionais nas perspectivas económicas do país.

O FMI calcula que para ter um governo totalmente operacional, as necessidades financeiras serão maiores que 9% do PIB em 2014. Para cobrir o valor, é necessário mais apoio de doadores.

A aprovação de um orçamento financiável para o ano depende de disciplina fiscal, implementação de medidas para melhorar a administração do tesouro nacional e monitorizar a execução do orçamento.

O FMI nota a importância de melhorar o ambiente para negócios na Guiné-Bissau e as oportunidades para crescimento inclusivo.

 

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