Jornalista da OMS estava em avião que caiu na Ucrânia
Glenn Thomas trabalhava na área de comunicação da agência da ONU e iria representar a Organização Mundial da Saúde na Conferência Mundial sobre Aids, na Austrália.
Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.
A Organização Mundial da Saúde, OMS, confirmou que o jornalista britânico Glenn Thomas é uma das vítimas da queda do voo MH 17 que caiu na Ucrânia, na quinta-feira.
Glenn Thomas trabalhava na área de comunicação da OMS e estava a caminho da Austrália para participar da Conferência Mundial sobre Aids, realizada neste fim de semana em Melbourne, como informou o porta-voz da agência, Gregory Härtl.
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Härtl disse que informava com profunda tristeza a morte de Glenn Thomas. Em nota, ele contou que Thomas trabalhava há mais de 10 anos para a OMS. Ele começou no Departamento de Combate à Tuberculose, e depois passou à equipe de mídia da agência.
Antes de chegar à OMS, Glenn Thomas foi jornalista da BBC de Londres.
Segundo agências de notícias, o voo da Malaysia Airlines transportava 298 pessoas incluindo 15 tripulantes. O avião caiu na cidade ucraniana de Grabovo, no leste do país, perto da fronteira com a Rússia.
Conselho de Segurança
Horas após a queda do avião, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, pediu uma investigação transparente sobre o desastre.
Ainda nesta sexta-feira, o Conselho de Segurança da ONU deve fazer uma reunião de emergência para debater a situação na Ucrânia.
Agências de notícias dizem que dezenas de passageiros eram especialistas em HIV/Aids que estavam a caminho da Austrália para a conferência sobre a doença. A Malaysia Airlines informou que mais da metade dos passageiros eram da Holanda. Havia ainda 27 australianos, 44 malaios, 12 indonésios, nove britânicos e quatro alemães entre outras nacionalidades.