Em Portugal, 86% das mortes ocorrem por doenças do coração ou cancro

10 julho 2014

Diabetes e doenças respiratórias também na lista das quatro principais causas de mortes por doenças crónicas; Cabo Verde é outro país lusófono com altos índices de mortes por essas condições, segundo a OMS.

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova Iorque.* 

A Organização Mundial da Saúde, OMS, lançou nesta quinta-feira, um relatório sobre doenças crónicas. O documento mostra que cancro, diabetes, doenças cardíacas e do pulmão matam 38 milhões de pessoas por ano em todo o mundo.

Entre os países lusófonos, Portugal é o que tem a maior incidência de mortes por doenças crónicas, com 86%. Doenças do coração são responsáveis por 32% das mortes no país, seguidas do cancro e diabetes.

Riscos

Pressão alta e uso do tabaco são listados pela OMS como os principais factores de risco de enfermidades para a população portuguesa.

No Brasil, as doenças crónicas representam a causa de 74% das mortes e em Cabo Verde, o índice é de 69%, sendo as doenças cardíacas também as grandes responsáveis.

Enquanto Timor Leste tem 44% das mortes causadas pelas quatro principais doenças crónicas, países como Guiné-Bissau, Angola e Moçambique estão abaixo dos 30%. São Tomé e Príncipe não enviou dados para o relatório da agência.

Desafios

Em Nova Iorque, a diretora-geral da OMS, Margaret Chan, falou nesta quinta-feira sobre o relatório na Assembleia Geral das Nações Unidas.

A chefe da agência da ONU contou que dados recentes indicam que 85%  das mortes prematuras causadas por doenças crónicas occorrem em países em desenvolvimento e que os desafios provocados por estas doenças são “enormes”.

Ainda de acordo com Chan, existem profundas consequências pelo facto dessas doenças terem ultrapassado as infecciosas como a principal causa de mortalidade no mundo.

Insuficiente 

Apesar de alguns avanços desde 2011, o relatório mostra que, em geral, o progresso tem sido insuficiente e desigual.

Mais de 190 governos concordaram com um plano de ação da OMS para pôr fim à epidemia e reduzir o número de mortes prematuras por doenças crônicas em 25% até 2025.

Nesta semana, representantes de vários países estão reunidos na sede da ONU  para rever avanços da prevenção e controlo de doenças crónicas nos últimos anos e discutir a questão.

*Apresentação: Leda Letra.

 

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