Onusida quer mais medicamentos com ganhos de recursos africanos

11 julho 2014

Chefe da agência da ONU lembra que continente é fonte de matérias-primas  para nações fabricantes de produtos farmacêuticos; presidente do Quénia defende maior estímulo à produção local de remédios.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

O diretor executivo do Programa das Nações Unidas sobre o HIV/Sida, Onusida, afirmou que os países africanos podem utilizar os recursos naturais à sua disposição para produzir medicamentos mais baratos.

De acordo com Michel Sidibé, a condição é que estes tenham apoios financeiro e técnico. Na visita que efetuou à capital queniana, Nairóbi, o responsável lembrou que os países fabricantes de produtos farmacêuticos têm África como a sua principal fonte da maioria das matérias-primas.

Problemas Comuns

O presidente queniano, Uhuru Kenyatta, disse que o seu governo partilha da filosofia da ONU de controlo da pandemia e de doenças. Para ele, é necessário reunir recursos para resolver os problemas de saúde comuns.

Entretanto, o chefe de Estado abordou a importância de apoiar a produção local de medicamentos e de outros produtos de HIV a nível regional.

Conforme explicou, a medida estaria em consonância com o Roteiro do Africano sobre a Resposta à Responsabilidade Partilhada e Solidariedade Global para a Sida, Tuberculose e Malária. O documento foi adotado pelos chefes de Estado africanos em julho de 2012.

Sustentabilidade

Para o líder do Quénia, África deve ter a Sida como um ponto de entrada para a construção da sua própria farmácia com vista a garantir a sustentabilidade na resposta à pandemia no continente.

A sua promessa do governo de Nairóbi foi de continuar a aumentar o orçamento para o setor da saúde com foco em medidas preventivas de saúde para garantir o bem-estar dos seus cidadãos.

Campanha

Durante a visita, o presidente e a primeira-dama Margaret Kenyatta juntaram-se à Campanha “Proteja o Golo”, ao juntarem as suas assinaturas à campanha global apoiada pela agência da ONU.

A iniciativa foi lançada à margem da Copa do Mundo que decorre no Brasil, a 9 de junho. Os objetivos são estimular os jovens a comprometer-se com os esforços de prevenção do HIV e garantir o acesso universal aos tratamento e cuidados das pessoas elegíveis que convivem com o vírus.

*Apresentação: Denise Costa.

 

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