Guiné-Bissau citada para ilustrar impacto da instabilidade no narcotráfico

10 julho 2014

Unodc fala de aumento dos receios sobre possíveis ligações entre criminosos e grupos terroristas; no Mali, chefe da agência abordou combate ao crime e a consolidação da paz e desenvolvimento.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

Os confrontos no Mali e o golpe de Estado de 2012 na Guiné-Bissau tornaram os dois países cada vez mais vulneráveis às drogas e ao crime.

A constatação foi feita pelo diretor executivo do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime, Unodc. Yuri Fedotov disse haver receios crescentes sobre possíveis ligações entre criminosos e grupos terroristas.

Estratégia

O responsável disse que a agência elaborou uma estratégia orientada para a região do Sahel, para fortalecer os regimes jurídicos e promover representantes judiciais a nível nacional e regional.

O plano foi concebido juntamente com os governos de países como Chade, Mauritânia, Burkina Fasso, Mali, Níger, Líbia, Argélia e Marrocos.

Apoios

Na quarta-feira,  Fedotov terminou uma visita ao Mali, integrando a comitiva do subsecretário-geral da ONU para Operações de Paz, Hervé Ladsous.

A deslocação foi marcada por um encontro com o primeiro-ministro maliano, Moussa Mara, que abordou a continuação do apoio dos esforços contra os grupos envolvidos com drogas, corrupção e terrorismo.

Consolidação da Paz

Para o chefe do Unodc, a presença no Mali envia uma mensagem clara de que é essencial conter as drogas, o crime, a corrupção e o terrorismo para a construção da paz e desenvolvimento do país e da região.

O representante disse que o Unodc vê a manutenção da paz e o combate às drogas e ao crime organizado como questões interligadas, que pedem respostas conjuntas.

*Apresentação: Denise Costa.

 

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