Cabo Verde quer reduzir dependência do exterior apostando na produção
BR

2 julho 2014

Ministra das Finanças disse que desafio do país é investir na diversificação e na base produtiva; para Cristina Duarte, objetivo é transformar a nação lusófona num centro regional de transportes entre vários continentes.

Edgard Júnior, da Radio ONU em Nova York.

A ministra das Finanças de Cabo Verde, Cristina Duarte, afirmou que seu país aposta no aumento e na diversificação da base produtiva.

A declaração foi feita em entrevista exclusiva à Rádio ONU durante participação no Fórum de Alto Nível sobre Desenvolvimento Sustentável, que está sendo realizado na sede das Nações Unidas, em Nova York.

Desafios

A ministra falou sobre os principais desafios enfrentados pelo país africano de língua portuguesa.

“Neste momento nosso grande desafio é exatamente aumentar e diversificar a nossa base produtiva, reduzir a nossa dependência em relação ao exterior e acima de tudo, estruturar um consumo compatível com as necessidades e sustentabilidade do país.”

Segundo a ministra, deve ser feito um trabalho para evitar a importação de padrões de consumo. Ela deu como exemplo o milho, que é a base de produção cabo-verdiana.

Cristina Duarte explicou que nos últimos 20 ou 30 anos o consumo alimentar da população foi alterado e essencialmente determinado pelas importações.

Turismo

Segundo a ministra, o país pretende se especializar na prestação de serviços.

A chefe da pasta das Finanças disse que Cabo Verde já é reconhecido como um dos principais pontos turísticos do mundo mas as autoridades querem transformar a nação num centro regional de cargas e passageiros pela sua posição estratégica.

“Queremos transformar Cabo Verde numa plataforma de transbordo. Está provado que os contentores que saem da América Latina, nomeadamente do Brasil, passam na nossa zona econômica exclusiva a caminho da África e da Europa. E queremos também nos transformar em duas referências a nível da  África Ocidental: um país que aposta nas tecnologias de informação e comunicação mas também queremos apostar nas energias renováveis.”

Para ela, chegou a hora de os pequenos Estados-ilha buscarem novas parcerias onde todos os lados se beneficiem.

Na sua opinião, os Estados-ilha não querem ajuda assistencialista mas sim uma fatia do mercado para que possam vender seus bens.

 

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