ONU condena ataque que matou capacete azul no Mali

2 julho 2014

Militar do Burkina Fasso morreu no incidente que feriu mais seis efetivos; Conselho de Segurança reafirma necessidade de combate por todos os meios as ameaças causadas pelo que considera atos terroristas.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

O Conselho de Segurança condenou “nos termos mais fortes” a explosão de um engenho improvisado que matou um soldado da paz da Missão da Nações Unidas no Mali, Minusma.

Além da morte do soldado do Burkina Fasso, outros seis elementos ficaram feridos no incidente ocorrido na segunda-feira a cerca de 30 km a oeste da cidade nortenha de Timbuktu.

Autoridade do Estado

A presença da Minusma na região tem por objetivo proteger os civis, apoiar o diálogo político e a reconciliação nacional, além de apoiar a autoridade do Estado.

Em reação ao ataque, o secretário-geral Ban Ki-moon disse que o crime cometido contra o pessoal da ONU a cumprir o seu mandato, não vai diminuir o apoio dos esforços de busca de paz e estabilidade duradouras  no país.

Terrorismo

Os 15 Estados-membros reafirmaram a necessidade de combater por todos os meios as ameaças à paz e à segurança causadas por atos terroristas internacionais conforme a Carta das Nações Unidas.

Para o Conselho, quaisquer atos de terrorismo são criminosos e injustificáveis independentemente da motivação, onde, quando e por quem tenham sido cometidos.

Direito Internacional

O comunicado lembra que os países devem assegurar que as medidas tomadas para o efeito cumpram todas as suas obrigações do direito internacional, em particular os direitos humanos internacionais, refugiados e do direito humanitário.

O Conselho expressou condolências à família do soldado da paz falecido, ao Governo, ao povo de Burkina Fasso e ao Minusma.

*Apresentação: Denise Costa.