ONU alerta que mais de mil pessoas foram mortas no Iraque em junho
BR

24 junho 2014

Missão de Assistência das Nações Unidas disse que em apenas três províncias do país, 757 civis foram assassinados entre 5 e 22 deste mês; porta-voz do Alto Comissariado para os Direitos Humanos afirmou que muitos foram executados pelo grupo Estado Islâmico do Iraque e do Levante.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

A Missão de Assistência da ONU no Iraque alertou que 1075 pessoas foram assassinadas e quase 1,2 mil ficaram feridas em ataques no país árabe desde o início do mês.

O porta-voz do Alto Comissariado para os Direitos Humanos, Rupert Colville, afirmou que os números, que na sua opinião devem ser bem mais altos, incluem execuções sumárias e assassinatos extrajudiciais de civis, policiais e soldados.

Situação Grave

Segundo ele, a situação mais grave está em apenas três províncias iraquianas, Nineveh, Diyala e Salah-al-Din, que registraram a morte de 757 civis entre 5 e 22 de junho.

A Missão de Assistência da ONU no Iraque, Unami, informou que mais de 300 pessoas foram mortas e 590 ficaram feridas na região da capital, Bagdá.

A equipe da Unami trabalha para verificar as alegações sobre violações de direitos humanos desde o recente avanço do grupo Estado Islâmico do Iraque e do Levante, Isil, que começou neste mês.

O Escritório de Direitos Humanos da ONU pediu as autoridades iraquianas que investiguem as denúncias de execuções e de outras violações para levar os responsáveis por estes crimes à justiça.

Crianças

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, conseguiu entregar ajuda humanitária para crianças e famílias nas cidades de Sinjar e Tel Keif, perto da linha de combates em Mossul.

A agência distribuiu água, alimentos e kits de higiene para atender aproximadamente 15 mil crianças que estão em situação vulnerável na região.

 

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