Onuci quer reação rápida das forças de paz durante eleições marfinenses

16 junho 2014

Há três meses do pleito, chefe da missão da ONU pediu capacidade de transporte dos elementos por helicóptero; operação de paz realizou exercícios militares para atuação em situações de emergência no pleito.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

As capacidades de reação rápida das forças de paz que continuarem na Cote d’Ivoire deve ser impulsionada para ajudar a garantir a segurança durante as eleições presidenciais agendadas para este ano. 

A recomendação foi feita no Conselho de Segurança, nesta segunda-feira, na apresentação de um informe sobre o país também conhecido como Costa do Marfim.

Progresso

A chefe da Missão das Nações Unidas em Cote d’Ivoire, Onuci, Aichatou Mindaoudou considerou impressionante o progresso na redução do pessoal de manutenção de paz. Até maio, foram retirados 1,7 mil efetivos.

O país foi marcado pela violência pós-eleitoral na sequência das eleições presidenciais de 2010. O então presidente Laurent Gbagbo recusou-se a deixar o cargo após a vitória do atual chefe de Estado, Alassane Ouattara.

O pleito foi realizado para marcar o culminar do processo de paz entre o norte, sob influência rebelde, e o sul, controlado pelo governo após a guerra civil de 2002. Gbagbo veio a render-se no mês de abril seguinte.

Ambiente Sensível

No Conselho, Mindaoudou mencionou “importantes progressos” que permitiram a reduções militares no país, mas reconheceu que o pleito vai decorrer num ambiente sensível.

Devido à realização do escrutínio marcado para outubro, considerou importante seguir a recomendação do relatório, que aponta para “prudência em novas reduções.”

A outra medida recomendada é aumentar a capacidade de transporte rápido de elementos por helicóptero, para compensar a ausência militar permanente em várias áreas e ajudar na segurança durante o pleito.

Situações de Emergência

Em maio, a Onuci organizou uma série de exercícios militares para a “desenvolver a capacidade de reação em menos de seis horas em todas as situações de emergência na Cote d’Ivoire.”

Aichatou Mindaoudou  destacou as taxas de crescimento económico e "um novo impulso" na reconciliação entre os marfinenses.

Entre os desafios para o período anterior às eleições, apontou dificuldades no diálogo entre o Governo e a oposição aliados à contínua criminalidade e outras ameaças de segurança, particularmente no oeste.

 

♦ Receba atualizações diretamente no seu email - Assine aqui a newsletter da ONU News
♦ Baixe o aplicativo/aplicação para - iOS ou Android
♦ Assista aos vídeos no Youtube e ouça a rádio no Soundcloud