Unesco saúda decisão de petrolífera de proibir ação no Parque de Virunga

13 junho 2014

Reserva nacional da República Democrática do Congo, RD Congo, é Património Mundial; agências noticiosas informaram que a decisão da Soco Internacional segue-se a críticas sobre o projeto.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, saudou o anúncio de uma companhia petrolífera britânica de interrupção das atividades de exploração no parque congolês de Virunga.

Na sua decisão sobre o parque nacional, que é Património Mundial, a Soco International  sublinha que “não empreenderá qualquer atividade exploratória ou de perfuração.”

Estatuto

A restrição é válida “a menos que a Unesco e o Governo da República Democrática do Congo, RD Congo, concordem que tais atividades não sejam incompatíveis com o seu estatuto de Património Mundial.”

O Parque Nacional de Virunga possui uma enorme diversidade de ecossistemas, desde os Montes Ruwenzori, cobertos de neve. A região também tem vulcões ativos e terras húmidas no Lago Edward.

Conflitos

Quanto à fauna, destacam-se os mais de 200 gorilas da montanha, o Okapi, elefantes e várias no local gravemente afetado pelos conflitos que marcaram os últimos anos an RD Congo.

Agências noticiosas afirmam tratar-se de uma concessão da Soco Internacional após alegações de que a empresa estaria a violar as diretrizes de boas práticas de negócios.

De acordo com os relatos, o grupo de conservação concordou em abandonar o caso contra a Soco.

A companhia junta-se às petrolíferas Shell e Total, além do Conselho Internacional de Mineração e Metais no compromisso de não explorar ou iniciar as operações de mineração em sítios do Património Mundial.