Acnur e PMA querem ajudar refugiados da República Centro-Africana

Acnur e PMA querem ajudar refugiados da República Centro-Africana

Chefes das agências da ONU lançam campanha para chamar a atenção para os mais de 226 mil refugiados que vivem em países vizinhos; autoridades alertam que falta dinheiro para cobrir gastos com operações humanitárias.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, Acnur, e o Programa Mundial de Alimentação, PMA, uníram-se para ajudar os refugiados da República Centro-Africana.

O chefe do Acnur, António Guterres, e a diretora-executiva do PMA, Ertharin Cousin, participam esta quarta-feira, em Roma num evento para chamar a atenção da comunidade internacional sobre o problema.

Esforços Humanitários

Aos membros da direção executiva do PMA, Guterres e Cousin querem sublinhar que é necessário o apoio urgente do mundo para acelerar os esforços humanitários em toda a região.

O problema é que os países vizinhos à República Centro-Africana enfrentam dificuldades para receber os mais de 226 mil refugiados e cidadãos de outras nacionalidades que fogem da região devido à violência.

Segundo o Acnur, várias dessas pessoas chegam aos países desnutridas depois de passarem meses a viver nas florestas.

Os Camarões, por exemplo, receberam mais de 90 mil refugiados desde dezembro. O índice de desnutridos severos chega a 20% ou 30% do grupo, em algumas áreas a taxa é ainda maior.

Plano

O Plano Regional de Resposta aos Refugiados para a República Centro-Africana recebeu até agora somente 9% dos valores necessários para cobrir os gastos com as operações humanitárias.

Além do Acnur, o plano envolve mais 14 parceiros da ONU localizados nos quatro países mais afetados pela onda de refugiados centro-africanos. Trata-se dos Camarões, Chade, República Democrática do Congo e República do Congo.