África é o principal ponto de origem de migrantes de barco para a Itália

3 junho 2014

OIM refere que 40 mil chegaram ao país europeu até maio; esta semana foram registados milhares de cidadãos da Eritreia, Gâmbia, Senegal, Nigéria e Marrocos.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

Grande parte dos migrantes de barco que seguem para a Itália são provenientes do norte de África, aponta a Organização Internacional para Migrações, OIM.

Entre janeiro a maio, mais de 40 mil pessoas chegaram ao território italiano no que a agência considera de “travessia perigosa” para escapar de conflitos e da violência nos seus países de origem.

Porto de Sicília

A Líbia foi o ponto de partida de 3 mil pessoas levadas para o porto de Sicília no último fim de semana. Os países de proveniência são Eritreia, Gâmbia, Senegal, Nigéria e Marrocos.

A OIM destaca que, no ano passado, 42 mil migrantes atravessaram o mar Mediterrâneo em embarcações pouco seguras para alcançar o território italiano.

Afogamentos

No mesmo período, 700 pessoas morreram afogadas durante a travessia, disse o diretor da OIM para o Mediterrâneo, José Angel Oropeza.

O responsável afirmou que as autoridades nunca saberão exatamente quantas pessoas morrem no mar. Em maio, 17 corpos foram retirados do oceano dias depois de um naufrágio ocorrido no dia 13.

O representante da OIM diz que o número de mortes diminuiu até agora graças à operação de resgate da marinha italiana denominada “Mare Nostrum”.

Solução

O pedido da OIM é que os países de origem, de trânsito e de destino trabalhem juntos em prol de uma solução para o fluxo migratório.

Atualmente, patrulhas militares na costa do Mediterrâneo atuam ininterruptamente para resgatar migrantes e levá-los para a Sicília.

A operação teve início em outubro do ano passado após a maior tragédia na região. Na altura um incêndio causou um naufrágio que causando a morte de 368 homens, mulheres e crianças.

*Apresentação: Eleutério Guevane

 

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