Violência no Iraque matou cerca de 800 pessoas em maio
BR

2 junho 2014

Balanço das Nações Unidas não inclui mortos em Anbar, uma das maiores províncias do país; representante do secretário-geral está “horrorizado” com assassinato de uma adolescente que tinha casamento marcado.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

Pelo menos 799 pessoas morreram no Iraque no mês de maio, sendo que mais de 600 eram civis e 196 eram integrantes das Forças de Segurança Iraquianas. Os números foram divulgados pela Missão das Nações Unidas no Iraque, Unami.

Com a onda de violência e ações terroristas, outras 1,4 mil pessoas ficaram feridas no mês passado. Os números de mortos e feridos não incluem dados da província de Anbar.

Capital

Segundo a Unami, foram 195 mortes em Anbar no mês de maio e 499 feridos, sendo que os casos ocorreram nas cidades de Ramadi e Fallujah.

A capital do país, Bagdá, registrou o pior número de incidentes envolvendo civis, com 932 casos, sendo 315 mortos por atos violentos e 617 feridos.

O representante especial do secretário-geral para o Iraque condenou os ataques e fez um apelo aos líderos políticos. Nickolay Mladenov pede que as autoridades trabalhem na formação de um governo inclusivo e para que a situação em Anbar seja solucionada.

Adolescente

As eleições parlamentares no Iraque foram realizadas em abril. Foram as primeiras desde a saída das tropas americanas em 2011.

O representante da ONU também afirmou estar “horrorizado” com o assassinato de uma adolescente na região do Curdistão. Há relatos de que a menina, de 15 anos, teria sido morta pelo próprio futuro marido.

Mladenov destacou que o governo do Curdistão está comprometido em proteger mulheres e meninas de todas as formas de violência e em condenar os responsáveis. Para o enviado ao Iraque, “atos bárbaros não podem ser justificados por nenhuma tradição cultural ou religiosa”.