Aposta dos capacetes azuis é “multiplicar energias” na RD Congo

29 maio 2014

Comandante do contingente militar disse que tónica da missão é agir para proteger civis dos grupos armados; conversa de Carlos Alberto dos Santos Cruz com a Rádio ONU foi alusiva ao Dia dos Soldados de Paz.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O comandante da força da Missão das Nações Unidas na República Democrática do Congo, Monusco, disse que a tónica das tropas é aumentar a sua ação para eliminar as ameaças de grupos armados.

As declarações de Carlos Alberto dos Santos Cruz foram feitas numa conversa com a Rádio ONU, do Rio de Janeiro, por ocasião do Dia Internacional dos Soldados de Paz, assinalado neste 29 de maio.

Violência

No princípio deste mês, o Conselho de Segurança exigiu que os vários grupos cessassem imediatamente todas as formas de violência e atividades de desestabilização. O comandante falou da ação no terreno.

“A situação no Congo hoje exige do componente militar da missão cada vez mais ação. Nós temos que multiplicar, por muitas vezes, a nossa energia e a nossa capacidade de agir porque a proteção de civis só acredito que se feita contra grupos armados neutralizando ou eliminando as ameaças. Então, proteção se faz com ação não se faz proteção com passividade. É essa tónica que a missão tem que viver neste momento”, destacou.

Crianças

No país, a ação dos coletivos envolve as forças Mayi Mayi, as Forças Democráticas para a Libertação do Ruanda, Fdlr, as Forças Democráticas Aliadas, Adf, o Exército de Resistência do Senhor, LRA, e o Bakata-Katanga.

O Conselho de Segurança apelou aos membros desses grupos que de forma imediata e permanente dissolvam, deponham as armas e desmobilizem as crianças das suas fileiras.

Ameaça ao Estado

Na  República Democrática do Congo estão em ação pela primeira vez uma Brigada de Intervenção e veículos aéreos não tripulados numa operação de paz, após terem sido aprovados pelo Conselho de Segurança.

Com mandato do órgão, o objetivo é neutralizar os grupos armados, reduzir a ameaça ao Estado e à autoridade civil além de dar espaço para atividades de segurança e de estabilização.

No mês passado, o Conselho permitiu o prosseguimento por mais um ano das operações da Monusco e da Brigada de Intervenção.

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