ONU celebra Dia Internacional dos Boinas Azuis
BR

29 maio 2014

As Nações Unidas têm atualmente mais de 116 mil soldados de 120 países participando em 16 operações de paz no mundo inteiro; Brasil participa em missões no Haiti e na República Democrática do Congo.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

A ONU celebra esta quinta-feira o Dia Internacional dos Boinas Azuis. A organização tem, atualmente, mais de 116 mil soldados de mais de 120 países participando em 16 operações de paz em todo o mundo.

Para marcar o dia, o secretário-geral, Ban Ki-moon, lembrou que mais de um milhão de boinas azuis participaram de mais de 70 missões de paz em quatro continentes desde a criação da tropa em 1948.

Brasil

O Brasil participa da Missão para a Estabilização da ONU no Haiti, Minustah. Os militares brasileiros comandam as operações de paz no país desde a criação da Missão em junho de 2004.

Além disso, o general Carlos Alberto dos Santos Cruz, comanda atualmente as tropas de paz das Nações Unidas na República Democrática do Congo, Monusco.

De São Paulo, em entrevista à Rádio ONU, Santos Cruz falou sobre a importância do Dia dos Boinas Azuis.

“É muito importante também que o dia seja de reflexão do que a ONU precisa fazer todos os dias do ano e o que nós podemos melhorar. Então, não é só um dia de celebração. É um dia de reflexão para a gente ter uma noção bem crítica do que estamos fazendo e do que podemos fazer de melhor”.

O secretário-geral disse que esses militares, policiais e civis que fazem parte das forças de paz da ONU ajudam em operações para estabilizar comunidades, para proteger civis, promover o Estado de Direito e avançar com os direitos humanos.

Ban disse que 106 boinas azuis morreram em ação no ano passado, elevando para mais de 3,2 mil o número de soldados que perderam a vida a serviço da ONU.

Desafios

Ele explicou que as tropas das Nações Unidas estão se modernizando para poder enfrentar os desafios futuros de paz e segurança. Ban citou, por exemplo, o uso de aviões não tripulados desarmados para fazer vigilância em determinada região.

O chefe da ONU disse que no ano passado, o Conselho de Segurança criou duas novas operações de paz, no Mali e na República Centro-Africana.

No caso da República Centro-Africana, as forças da ONU ajudaram o governo a derrotar os rebeldes do grupo M23.

No Sudão do Sul, os boinas azuis abriram os portões de suas bases para receber milhares de civis que buscavam refúgio contra a violência entre tropas do governo e rebeldes.

Ban mencionou ainda entre os avanços, a nomeação da primeira mulher como comandante de uma operação de paz, que foi o caso da general norueguesa Kristin Lund, que assumiu a Força de Paz no Chipre.

 

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