ONU condena golpe e diz que Tailândia tem que restaurar Estado de direito
BR

23 maio 2014

Em comunicado, alta comissária de direitos humanos afirmou que detenção de políticos é “muito preocupante.”; agências de notícias sugerem que militares teriam interrogado ex-membros do governo incluindo a primeira-ministra Yingluck Shinawatra.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

As Nações Unidas emitiram um comunicado pedindo o retorno da ordem na Tailândia e condenando o golpe militar realizado no país.

De acordo com a alta comissária de direitos humanos, Navi Pillay, a remoção forçada de um governo, a suspensão da constituição e outras medidas impostas após o golpe são uma restrição ao direito dos tailandeses.

Liberdade

Ela disse que está monitorando a situação na nação asiática há cinco meses quando a crise política começou.

Agências de notícias informaram que os militares estão interrogando e detendo políticos e ex-membros do governo. Há relatos de que a própria primeira-ministra, Yingluck Shinawatra, deposta no início do mês, teria sido obrigada a se reportar à junta.

Em menos de 24 horas, foram decretados 21 anúncios e três ordens pelo Conselho de Manutenção da Paz e da Ordem na Tailândia. Um dos anúncios militares suspendeu os direitos constitucionais e as liberdade de reunião.

Rádio e TV

Todos os canais de mídia foram censurados, houve fechamento de emissoras de rádio e TV e proibição de críticas ao novo regime.

A internet também foi banida, e qualquer reunião com mais de cinco pessoas.

Ao todo, os militares convocaram para depor 155 pessoas incluindo líderes políticos que permanecem sob custódia em diferentes bases do Exército.

Segundo a alta comissária, os militares da Tailândia não podem esquecer que qualquer medida de emergência deve obedecer aos padrões de direitos humanos internacionais.

 

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