Luta contra o tempo para socorrer sul-sudaneses de estação de chuvas
BR

29 abril 2014

Acnur e outras agências tentam mobilizar ajuda e suprimentos para mais de 1 milhão de deslocados internos pelos combates do país africano, agravadas nos últimos quatro meses; agência iniciou transporte aéreo para Juba.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

As Nações Unidas e várias agências humanitárias estão acelerando esforços para levar ajuda a mais de 1 milhão de deslocados pela violência no Sudão do Sul.

Com a aproximação da estação de chuvas, o Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur, afirmou que está preocupação com a situação dos civis obrigados a fugir de suas casas por causa dos combates. Eles precisam de itens básicos para se proteger do frio, cozinhar e fazer a higiene pessoal.

Transporte Aéreo

De acordo com o Acnur, 923 mil sul-sudaneses estão deslocados dentro do próprio país. Muitos vivem em 174 abrigos improvisados, a maior parte está no estado do Alto Nilo.

Cerca de 293 mil fugiram da violência para países vizinhos. No total, 4,9 milhões precisam de ajuda humanitária. Nesta terça-feira, o Acnur começou o transporte aéreo de Dubai para Juba. O carregamento deve atender 100 mil sul-sudaneses.

Estão a ser enviados cobertores, garrafões de água, tapetes e outros itens que serão distribuídos nos estados do Alto Nilo, Unidade e Jonglei. A preocupação do Acnur é chegar a estas áreas antes que comecem as chuvas, quando muitas vias ficarão interditadas.

Alta Comissária

A agência da ONU informou que o Sudão já recebeu mais de 65 mil sul-sudaneses desde o início da onda de violência em 15 de dezembro. Já a Etiópia e o Acnur estão cooperando para acomodar 100 mil pessoas.

As tensões aumentaram nas últimas semanas com ataques que mataram centenas de civis. O conflito entre etnias sul-sudanesas começou com uma disputa do presidente Salva Kiir e do vice-presidente Riek Machar, que já deixou o poder.

Nesta quarta-feira, a alta comissária de direitos humanos Navi Pillay deverá encerrar a visita oficial ao Sudão do Sul. Ela foi enviada ao país pelo secretário-geral para apurar a situação de violência e violações.

 

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