Cidade do Sudão do Sul muda de controle duas vezes no fim de semana
BR

28 abril 2014

Mayom, no estado de Unidade, está sendo alvo de combates entre forças do Exército de Libertação do Povo do Sudão, Spla, e elementos da oposição; Missão da ONU no país pediu o fim dos conflitos que começaram em dezembro.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

As Nações Unidas voltaram a fazer um apelo para o fim dos combates no Sudão do Sul.

Em nota emitida pelo porta-voz do chefe da ONU, a Missão no país africano, Unmiss, informou que os combates continuam entre tropas do Exército de Libertação do Povo do Sudão, Spla, e forças da oposição no estado de Unidade.

Disputa Política

De acordo com a Unmiss, a cidade de Mayom mudou de controle duas vezes no fim de semana. No momento, forças do Spla estariam controlando o local, mas os combates entre os dois lados continuam.

O Sudão do Sul, o mais novo país-membro da ONU tornou-se alvo de choques entre grupos étnicos em meados de dezembro após uma disputa política entre o presidente Salva Kiir e o ex-vice-presidente Riek Machar.

Entre 14 e 16 de abril, 200 pessoas foram assassinadas na cidade de Bentiu num ataque que deixou ainda 400 feridos. Um dia depois, a base de proteção de civis da ONU foi atacada em Bor, capital do estado de Jonglei, e 58 pessoas morreram.

Mulher e Criança

Segundo as Nações Unidas, os combates desta segunda-feira estão se estendendo para perto de Manga, que fica ao norte de Bentiu, onde forças de paz da ONU conseguiram resgatar 16 civis incluindo uma mulher e uma criança para o centro de proteção da organização.

No domingo, 200 pacientes do hospital de Bentiu pediram abrigo e foram acolhidos na base da ONU. No momento, cerca de 22,5 mil civis estão refugiados nas instalações da Unmiss na capital do estado de Unidade.

Ainda no fim de semana, a Missão das Nações Unidas abriu suas portas para 650 deslocados internos no centro de proteção de Wau. Mais civis estariam a caminho do local para escapar da violência.

A alta comissária de direitos humanos, Navi Pillay, está no país africano para apurar a situação de violações cometidas nos últimos meses.

 

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