Brasil e Portugal condenam uso do estupro como arma de guerra
BR

25 abril 2014

Países participaram de debate sobre o tema no Conselho de Segurança; embaixadores Antonio Patriota e Álvaro Mendonça e Moura lamentam consequências causadas por abusos sexuais “inaceitáveis”.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York. 

Brasil e Portugal participaram esta sexta-feira de um debate no Conselho de Segurança sobre abusos sexuais em países em conflito. No encontro, foi discutido o novo relatório do Secretário-Geral sobre o tema, que confirma a prática em 21 países, incluindo Colômbia, Síria e Sudão do Sul.

O embaixador brasileiro na ONU, Antonio Patriota, afirmou, em inglês, “que o uso da violência sexual como arma de guerra é abominável e totalmente inaceitável.”

Escravidão

Patriota lembrou que estupros, escravidão sexual e prostituição forçada são “crimes que destroem comunidades e causam traumas psicológicos de longa duração.”

No Conselho de Segurança, o embaixador português destacou que a violência contra as mulheres é muitas vezes usada como arma de guerra, com o objetivo de “desumanizar as vítimas”.

Custos Ignorados

Falando em inglês, Alvaro Mendonça e Moura lembrou que violência e estupros prevalecem em países em guerra e até em campos de refugiados. O embaixador disse que os custos desses abusos são “subestimados e ignorados”, já que os crimes ocorrem numa “cultura de silêncio e impunidade”.

Portugal defende mais participação feminina nas operações de paz da ONU. O embaixador sublinhou o apoio do país na promoção e proteção dos direitos das mulheres.

Na avaliação do Brasil, é importante utilizar tropas, polícia e missões de paz para prevenir a violência sexual. Os dois embaixadores pediram mais esforços para envolver mulheres nas missões de paz das Nações Unidas.

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