Perspectiva Global Reportagens Humanas

Gigantes da produção de banana perdem espaço na exportação da fruta BR

Gigantes da produção de banana perdem espaço na exportação da fruta

Análise da FAO mostra que cinco multinacionais, incluindo Chiquita e Dole, controlam apenas 44% do mercado global contra 70% em 2002; muitos supermercados passaram a comprar de pequenos produtores.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

A FAO, agência da ONU para Agricultura e Alimentação, divulgou esta quinta-feira uma análise sobre as mudanças que vêm ocorrendo no comércio global de bananas.

Segundo a FAO, as multinacionais continuam tendo uma grande importância na exportação da fruta, mas houve “queda dramática” desse envolvimento nas últimas três décadas.

Controle

A análise afirma que as três grandes produtoras, Chiquita, Dole e Del Monte, controlavam 65% do mercado na década de 1980. Mas no ano passado, as empresas foram responsáveis por apenas 36% das exportações.

Em 2013, as cinco maiores companhias tinham 44% do mercado contra 70% em 2002. A FAO destaca que a competição entre os países produtores de banana continua acirrada, mas há novas oportunidades, já que as multinacionais não dominam mais o setor.

As grandes companhias estariam mais envolvidas na logística de pós-produção, incluindo compras dos produtores, transportes, instalações e marketing.

Pequenos Agricultores

Segundo a FAO, as grandes redes de supermercados nos Estados Unidos e na Europa têm papel crescente no comércio de bananas, cada vez mais comprando de atacadistas de pequeno porte ou direto dos agricultores.

Com a mudança em um mercado tão competitivo, a FAO recomenda aos pequenos produtores e cooperativas estarem sempre bem informados e preparados.

A agência da ONU afirma trabalhar com governos e produtores para garantir boas práticas de cultivo, prevenir doenças nas plantações e desenvolver estratégias de marketing, tanto para o mercado doméstico quanto internacional.

Segundo a FAO, a banana é a oitava maior plantação do mundo e a quarta mais importante nos países menos desenvolvidos.