Reunião internacional em Haia discute oceanos e segurança alimentar
BR

22 abril 2014

Ministros de vários países e representantes da ONU avaliam três ameaças à saúde dos mares: sobrepesca, destruição do habitat marinho e poluição; 17% do consumo de proteína animal vem dos peixes.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

A cidade de Haia, na Holanda, recebe uma conferência global sobre oceanos e segurança alimentar. O encontro vai até sexta-feira e é organizado pelo governo holandês, Banco Mundial e FAO, a agência da ONU para Agricultura e Alimentação.

Ministros de 60 países e cerca de 500 representantes da indústria pesqueira e da sociedade civil discutem três ameaças à saúde dos mares e à alimentação: sobrepesca, destruição do habitat marinho e poluição.

Estoques

Segundo a FAO, 17% do consumo global de proteína animal vem dos peixes e a demanda por esse tipo de proteína deve dobrar nos próximos 20 anos. Mas 28% dos estoques globais já estão sendo super explorados.

A agência lembra que a mudança climática ameaça a biodiversidade, alterando os habitats e a produtividade pesqueira. A FAO destaca que a saúde dos oceanos tem um papel central para um dos desafios deste século, o de como alimentar 9 bilhões de pessoas até 2050.

Conservação

A conferência também debate como balancear a demanda por mais alimentos e ao mesmo tempo, conservar as áreas marinhas e como lidar com a pesca ilegal e irregular.

Outro tema tem a ver com um dos resultados da Conferência Rio+20, a “economia azul”, que integra alimentos, trabalhos e oportunidades fornecidos pelos oceanos e áreas costeiras.

Segundo a FAO, o “crescimento azul” tem como foco a conservação e o manejo sustentável dos recursos marinhos e benefícios para as famílias que dependem do mar.

 

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