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OMS reafirma aposta em deter doenças tropicais negligenciadas nesta década

OMS reafirma aposta em deter doenças tropicais negligenciadas nesta década

Enviado especial da Rede Global de Doenças Tropicais Negligenciadas cita impacto em Moçambique para ilustrar desafios; lista inclui o tracoma, a elefantíase, a lepra, a doença da cegueira dos rios, os helmintas transmitidos pelo solo e a bilharziose.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A diretora-geral da Organização Mundial da Saúde, OMS, afirmou que mais de 1 mil milhões de pessoas são beneficiadas pela iniciativa global de combate às doenças tropicais negligenciadas com o apoio da agência.

De acordo com Margaret Chan, a entidade e os governos dos países endémicos estão a aproximar-se rapidamente do objectivo de controlar ou eliminar as enfermidades, que chamou “causas ancestrais de miséria humana”. A agência definiu o fim desta década para atingir o objetivo.

Moçambique

O caso de Moçambique foi mencionado pelo enviado especial para a área da Rede Global de Doenças Tropicais Negligenciadas. O antigo presidente ganês, John Kufuor, aponta esforços com vista a controlar e eliminar o tipo de doenças no país, mas defende que estas continuam a ameaçar os cidadãos.

A lista inclui o tracoma, a elefantíase, a lepra, a doença da cegueira dos rios, os helmintas transmitidos pelo solo e a bilharziose.

Liderança

Nos últimos dois anos, companhias farmacêuticas responderam na totalidade dos pedidos de medicamentos e os países endémicos assumiram a liderança dos programas contra as doenças tropicais negligenciadas, diz um relatório da Rede.

Além das pessoas que sofrem o impacto do tipo de doenças, Kufuor aponta a limitação da produtividade económica e do desenvolvimento que ajudam a perpetuar o que chamou de ciclo vicioso de pobreza.

Para quebrar o ciclo e responder a estas doenças, Kufuor pediu que seja estimulado o desenvolvimento e implementados planos integrados para as doenças tropicais negligenciadas.

O outro objetivo é incorporá-las aos esforços de saúde existentes e aumentar a capacidade necessária para dar resposta ao grupo de doenças.