Necessários mais de US$ 5 mil milhões para controlar malária, diz ONU

3 abril 2014

Ações para conter o problema salvaram 3,3 milhões de pessoas em 12 anos; em Bruxelas, secretário-geral destacou relação entre a insegurança e a doença em países africanos que registam conflitos.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O secretário-geral das Nações Unidas disse que são necessários mais de US$ 5 mil milhões para ações de controlo da  malária que possam alcançar a todos.

Ban Ki-moon avançou a informação, esta quinta-feira, em Bruxelas, após saudar os 2,5 mil milhões em doações que envolveram parceiros na área em 2012.

Saúde

Na capital belga, Ban falou a vários líderes no pequeno-almoço da Iniciativa Fazer Recuar a Malária e da União Africana. O encontro abordou o Desenvolvimento Mais Amplo na Saúde no âmbito da Agenda Global Pós-2015.

No discurso, o chefe da ONU mencionou o impacto das crises de insegurança em África nos esforços para conter a doença.

Conflitos

Em relação ao conflito na República Centro-Africana, o representante disse que mais pessoas estão expostas à malária e outras doenças com o sistema de saúde destruído pelo conflito.

O país era o sexto mais perigoso do mundo para as crianças em termos do risco de morte antes dos cinco anos. Por outro lado, oito em cada 10 refugiados que chegam aos Camarões sofrem de malária e de outras doenças.

Governos Fortes

Ban afirmou ainda que a saúde também é um problema em áreas inseguras como o Sudão do Sul.

Em zonas seguras de África, mesmo com governos fortes e sociedades em paz, o responsável disse que centenas de milhares de pessoas a adoecem e morrem anualmente devido a doenças evitáveis.

Ban considerou necessário um financiamento internacional e doméstico sustentado para conter a doença.

O evento teve a participação dos presidentes da Libéria, do Gana, e de Moçambique. A cantora sul-africana Yvonne Chaka Chaka também esteve presente na qualidade de embaixadora da Boa Vontade da iniciativa Fazer Recuar a Malária.

‘Bom Investimento’

Ban disse ter sido provado que a luta contra a malária é um bom investimento para salvar vidas e acelerar o progresso económico desde o lançamento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milénio.

Conforme revelou, 3,3 milhões de vidas foram salvas em 12 anos com intervenções em larga escala para combater a doença. Nove em cada 10 são crianças.

 

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