PMA pede urgência nos apoios para ajuda alimentar ao Sudão do Sul

1 abril 2014

Nesta terça-feira, agência anunciou que precisa de US$ 224 milhões para os próximos meses; chefes do PMA e do Acnur contactam vítimas da crise no país africano.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Programa Mundial de Alimentação, PMA, chamou a atenção para a necessidade urgente de recursos para a assistência humanitária a 7 milhões de pessoas em alto risco de insegurança alimentar no Sudão do Sul.

Falando a jornalistas, em Genebra, a porta-voz da agência, Elisabeth Byrs, disse que 3,7 milhões de pessoas não têm comida para sobreviver. O PMA distribui alimentos para meio milhão de sul-sudaneses.

Logística

A representante disse que são necessários US$ 224 milhões para dar apoio ao país nos próximos meses. Conforme explicou, o financiamento é extremamente urgente quando a distribuição inclui aeronaves e meios logísticos que considera extremamente caros.

A diretora executiva da agência, Ertharin Cousin,  e o Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados, António Guterres, estão no Sudão do Sul para verificar a situação da população.

Crise

Nesta quarta-feira, ambos seguem para a Etiópia, para manter contacto com parte dos mais de 80 mil refugiados que pediram abrigo desde o início da crise há pouco mais de 100 dias.

Entretanto, a Organização Internacional para as Migrações, OIM, anunciou que trabalha para transferir os refugiados que estavam na fronteira entre os dois países.

Transferências

Diariamente, 450 pessoas foram transferidas de barco e outras 2 mil pessoas por estrada para campos de refugiados em Gambella, no lado etíope da fronteira.

Em meados de dezembro passado, o mais novo país africano registou episódios de violência envolvendo forças do governo e da oposição.

 

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