FAO diz que Europa e Ásia Central têm desafios com obesidade e nutrição
BR

1 abril 2014

Na Romênia, agência da ONU revela que média de crianças, abaixo de 5 anos, com problemas de crescimento na Ásia Central e na região do Cáucaso é três vez superior às taxas da Comunidade dos Estados Independentes, CEI.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

Uma agência das Nações Unidas lançou um alerta sobre problemas com obesidade, nutrição e deficiências de vitaminas e minerais em países asiáticos e europeus.

Segundo a Organização para Agricultura e Alimentação, FAO, a porcentagem média de crianças com problemas de crescimento na região do Cáucaso e da Ásia Central é três vezes superior àquela dos países que pertencem à Comunidade dos Estados Independentes, CEI. (O grupo foi formado após o fim da União Soviética, em 1991.)

Fome

Segundo a FAO, partes da população nessas regiões estão enfrentando problemas de nutrição e obesidade. A área deve registrar uma queda na prevalência de fome de menos de 1% até 2050. A região comporta 53 países.

Os dados foram apresentados pela agência às vésperas da Conferência Regional para a Europa, que será aberta nesta quarta-feira em Bucareste, capital da Romênia.

A agência afirma que um dos maiores problemas é a falta de ingestão de micronutrientes e a baixa qualidade das dietas.  Em alguns países, os mais pobres obtêm 73% da ingestão diária de calorias por parte de cereais, e apenas 10% de derivados do leite e de carnes.

Frutas e Vegetais

Já os cidadãos de grupos com maior renda apresentam dietas mais balanceadas com apenas 48% das calorias advindas de cereais.

Mas a FAO indicou que a produção de frutas e vegetais na Ásia Central está subindo, o que, segundo a agência, pode ser um sinal de esperança de que a dieta deverá melhorar.

O número de pessoas consideradas acima do peso é de 48% nos países centro-asiáticos e do Cáucaso e de mais de 50% nas nações da CEI e do sudeste da Europa. Uma situação que

Agricultor na Arménia. Foto: FAO

faz aumentar o risco de doenças e coloca pressão sobre os serviços de saúde.

Orçamento

Os especialistas alertam que todos os países da região, à exceção do Uzbequistão continuam sendo importadores de produtos agrícolas.

A média da renda gasta com alimentos é de 30% do orçamento de cada lar comparados a 10% na Alemanha e 13% na República Tcheca. Em alguns casos, as famílias mais pobres gastam até 70% do orçamento com comida.

Para a FAO, os países da região irão depender algo de medidas políticas dos governos. A recomendação da agência é de que o foco tem que estar numa abordagem de revitalização do setores rural e agrícola.

Os especialistas também defendem um sistema mais forte cientítico-tecnológico que possa levar à inovação da agricultura.

 

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