Relatora pede proteção para eritreus face à situação de direitos humanos

1 abril 2014

Especialista independente recolheu depoimentos de cidadãos no país na Alemanha e Suíça; apelo ao governo destaca medidas imediatas para reverter clima de medo e de impunidade.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

A relatora de direitos humanos para a Eritreia reafirmou o seu apelo à comunidade internacional por maiores esforços para garantir a proteção de pessoas que fogem da Eritreia.

Sheila Keetharuth pediu refúgio ou proteção para os cidadãos pelo menos em regime temporário, de acordo com as obrigações dos países anfitriões no âmbito do Direito Internacional dos Refugiados e dos Direitos Humanos.

Alemanha e Suíça

Até a última sexta-feira, Keetharuth visitou a Alemanha e a Suíça para recolher informações de eritreus refugiados e migrantes.

Em parte do documento sobre a deslocação, a perita conta que não lhe foi atribuído um visto de entrada ao país africano, que diz recusar em cooperar com o mandato do Conselho de Direitos Humanos.

Detidos 

Keetharuth também expressou preocupação com a situação de 276 eritreus detidos em Nagad, no Djibuti, que teve dois integrantes alegados mortos sob custódia.

Ao Governo da Eritreia, a relatora pediu uma demonstração de vontade para lidar com os desafios de direitos humanos.

A recomendação é que sejam tomadas medidas imediatas para reverter o clima de medo e de impunidade, além de ter pedido que seja autorizada a sua entrada ao país com vista à busca de soluções duradouras.

*Apresentação: Denise Costa.

 

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