FAO aposta na juventude para reforçar economia agrícola em África

27 março 2014

Agência quer mais imvestimentos para criação de oportunidades para jovens africanos no setor, segundo diretor-geral da FAO, José Graziano da Silva.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

A maior participação de jovens no setor agrícola dos países africanos poderá ser fundamental para melhorar a segurança alimentar do continente.

A afirmação é do diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO.

Desafios

José Graziano da Silva discursou na Conferência Regional para África que está a ocorrer até esta sexta-feira, em Tunes, na Tunísia.

O chefe da FAO afirmou que é preciso fazer mais investimentos na criação de oportunidades para os jovens. O responsável citou ainda a escassez de água, conflitos e os baixos investimentos como os desafios para a segurança alimentar dos africanos.

Graziano da Silva disse estar confiante de que África possa alcançar a paz, a estabilidade e a segurança alimentar no futuro.

Inclusão Social

O crescimento económico da região está acima da média global e é considerado um dos mais rápidos do mundo. No discurso que fez para os ministros da agricultura do continente, Graziano da Silva destacou que é preciso traduzir crescimento em inclusão social.

Os laços entre juventude, agronegócios e desenvolvimento rural estão no topo da agenda da conferência.

África é a região mais jovem do mundo. Mais da metade da população tem menos de 25 anos. Anualmente, 11 milhões de pessoas entram no mercado de trabalho do continente. Mas os salários continuam baixos no setor e a informalidade também é alta. A agricultura não é considerada atrativa para a maioria dos jovens e também há crise de segurança social para famílias em áreas rurais.

O chefe da FAO lembrou que este é o Ano Africano da Agricultura e Segurança Alimentar e disse que os países devem usar a oportunidade para colocar pequenos agricultores, pescadores, pastores de rebanhos e outros no centro da agenda.

Cerca de 60 países em desenvolvimento em todo o mundo conseguiram a meta de redução da fome de acordo com os Objetivos de Desenvolvimento do Milénio que expiram em 2015. Entre eles estão as nações de língua portuguesa, Angola e São Tomé e Príncipe.

*Apresentação: Eleutério Guevane.

 

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