ONU pede apoio continuado à Serra Leoa depois do fim da missão de paz

26 março 2014

No Conselho de Segurança, representante da organização no país chamou a atenção para fatores que causaram o conflito terminado em 2002; operação de paz encerra formalmente na segunda-feira, 31 de março.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A Serra Leoa continua a enfrentar uma série de desafios relacionados com as causas profundas do antigo conflito, que devem ser alvo da atenção internacional e de um apoio sustentado.

As declarações foram feitas esta quarta-feira no Conselho de Segurança pelo representante executivo do Secretário-geral da ONU no país.

Mandato

Jens Toyberg-Frandzen apresentou um informe ao órgão sobre as ações do Escritório Integrado das Nações Unidas para a Consolidação da Paz no país, Unipsil, antes de fim da operação de paz, na próxima segunda-feira.

Entre os fatores, citou a pobreza generalizada e o desemprego, especialmente entre os jovens. A lista também inclui o que chamou de corrupção endémica, a defesa do Estado de direito e a necessidade de alargamento do espaço político pelas autoridades.

A guerra civil ocorrida entre 1991 e 2002 envolveu os rebeldes da Frente Revolucionária Unida e o governo do antigo presidente Joseph Momoh.

Guerra Civil

O período foi marcado pelo que a ONU considera “atos de extrema brutalidade”, com saques levados a cabo por bandos de jovens armados.

Os atos também incluíram incursões às zonas rurais, recrutamento de crianças-soldado e amputação de membros como forma de intimidação de civis.

Consolidação

Toyberg-Frandzen assinalou progressos notáveis da Serra Leoa na recuperação pós-conflito, na consolidação da paz e na transição democrática.

Conforme assinalou, o clima geral de paz que prevalece é o culminar dos mais de 15 anos de sucessivas ações do mandato da operação de paz, autorizada pelo Conselho de Segurança.

 

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