No Dia Mundial da Água, relatora quer prioridade para consumidores
BR

22 março 2014

Em comunicado, portuguesa Catarina de Albuquerque lembra que aumento da demanda por água e energia afeta camadas mais marginalizadas da população; segundo relatora da ONU, a alocação do recurso para consumo humano deve ser prioridade dos países.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

As Nações Unidas comemoram neste 22 de março o Dia Mundial da Água com um apelo a favor dos consumidores.

Em comunicado, a relatora independente da organização para o direito humano à água e ao saneamento básico alerta para os problemas de escassez do recurso devido às alterações climáticas.

Serviços

Segundo Catarina de Albuquerque, dentro dos próximos 15 anos, a metade do mundo poderá viver em áreas consideradas de “pressão no consumo e fornecimento de água.”

Nesta entrevista à Rádio ONU, de Lisboa, a relatora afirmou que os países têm que priorizar as pessoas na hora de alocarem os serviços de água. Segundo ela, as altas taxas de energia por exemplo deixam a água mais cara para os consumidores.

“Não podemos olhar para as tarifas de eletricidade como uma questão meramente técnica. Uma vez que nós sabemos que o aumento das tarifas de eletricidade ou a diminuição dos subsídios à eletricidade, se não for feito nada, do ponto de vista de políticas públicas, vai ter um efeito direto no preço da água. E nós também sabemos, que do ponto de direitos humanos, a água tem que ser acessível do ponto de vista econômico. E não pode impedir as pessoas, as famílias de exercerem outros direitos como o direito à alimentação ou o direito à saúde.”

Mau Gerenciamento

A relatora da ONU afirmou ainda que a demanda de água para a produção de energia deverá dobrar até 2035. De acordo com Catarina de Albuquerque, o mau gerenciamento da água tem um efeito direto para as partes mais pobres da população.

Segundo ela, a receita é simples: é preciso colocar o consumidor em primeiro lugar. Além disso, a prioridade dos países tem que ser dada ao consumo da água para fins pessoais e domésticos.

Para a relatora da ONU, a água e a energia estão interligadas assim como o preço dos dois serviços. E os consumidores não têm que gastar grande parte do orçamento para comprar água.

 

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