Com adesão do Brasil, 80% das adolescentes terão vacina contra HPV
BR

21 março 2014

Cálculo envolve jovens que vivem nas Américas, incluindo Argentina, Canadá e Estados Unidos; segundo a Organização Panamericana da Saúde,  papiloma vírus humano causa 70% dos casos de câncer cervical.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

Com a introdução no Brasil da vacina contra o papiloma vírus humano, HPV, cerca de 80% das adolescentes nas Américas estarão protegidas. O cálculo é da Organização Pan-Americana da Saúde, Opas.

Segundo o Ministério da Saúde do Brasil, meninas de 11 a 13 anos começaram a receber a vacina no dia 10. As doses são oferecidas em escolas públicas e particulares e também nos postos de saúde.

Marco

O Brasil pretende imunizar este ano 5,2 milhões de adolescentes. Em 2015, serão vacinadas meninas de 9 a 11 anos de idade. A Opas apoia a decisão do governo de aplicar a vacina de forma gratuita e diz ser um “marco para a prevenção e controle do câncer”.

Segundo a entidade, o HPV é responsável por 70% dos casos de câncer no colo do útero, que chega a ser a segunda causa de mortes por câncer entre as mulheres latino-americanas e caribenhas.

Mortes

A Opas afirma que ocorrem 15 mil novos casos de câncer de colo do útero por ano no Brasil. Cerca de 4,8 mil brasileiras não sobrevivem, segundo estimativa do Instituto Nacional do Câncer, Inca.

O vice-diretor da Opas, Jon Andrus, afirmou que a vacinação contra o HPV é “segura e eficaz” e terá um grande impacto na saúde das adolescentes.

A agência da ONU detalha que a vacinação foi introduzida em 2006 e desde então, mais de 170 milhões de doses foram aplicadas no mundo. Nos Estados Unidos, as infecções por HPV foram reduzidas pela metade.

Nas Américas, países como Argentina, Canadá, Colômbia, México, Peru e agora o Brasil, estão aplicando a vacina por meio de programas públicos de imunização.

 

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