Carência alimentar causa tensão e exílio no Sudão do Sul, diz Acnur

21 março 2014

Agência refere que disputas envolvem populações locais e refugiados sudaneses; Etiópia acolhe 1 mil pessoas vindas do Sudão do Sul por dia.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A escassez de alimentos fez surgir novas tensões na área sul-sudanesa de Maban no estado do Alto Nilo.

Nesta sexta-feira, o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, Acnur, disse estar seriamente preocupado com a situação na região que abriga 125 mil refugiados sudaneses.

Competição

Falando a jornalistas, em Genebra, a porta-voz da agência, Fatoumata Lejeune-Kaba, destacou a competição por recursos que incluem madeira, erva e pastagens, que levou recentemente a ataques de represália.

O Acnur estima que um terço da população refugiada é composta por pessoas vulneráveis à desnutrição. Entre eles estão crianças pequenas, mulheres grávidas, lactantes, idosos, pessoas com deficiência e doentes crónicos.

Os moradores locais exigem a transferência de 60 mil refugiados de dois campos nos dois meses.

Países Vizinhos

De acordo com a agência, a insegurança e a fome estão a forçar a mais pessoas provenientes do Sudão do Sul a fugir para os países vizinhos. Somente a Etiópia recebe uma média diária de 1 mil refugiados.

Os Governos do Sudão do Sul e da Etiópia concordaram em permitir a passagem de artigos humanitários da área etíope de Gambella. O acordo deve permitir que, nos próximos dias, o Programa Mundial de Alimentação possa despachar produtos para os deslocados internos.

Ofensiva

Esta semana, o estado do Alto Nilo foi alvo da atenção da ONU pela presença reforçada do Exército de Libertação do Povo do Sudão, Spla, no norte da cidade de Malakal.

De acordo com Missão da ONU no Sudão do Sul, Unmiss, a área foi alvo de uma ofensiva do exército contra as forças da oposição, nesta quarta-feira.

 

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