Secretário-Geral pede à Rússia e à Ucrânia que evitem provocações
BR

20 março 2014

Durante encontro em Moscou com presidente Vladimir Putin, Ban Ki-moon mostra preocupação com  ações que poderiam piorar uma “situação já tensa e volátil”; Ban também pede prevenção de “intimidação por elementos radicais”.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

O Secretário-Geral da ONU foi recebido esta quinta-feira em Moscou pelo presidente da Rússia, Vladimir Putin. Após o encontro, Ban Ki-moon declarou estar seriamente preocupado com o aumento das tensões entre Rússia e Ucrânia.

Segundo Ban, a situação coloca em risco os dois países e a região. Ele considerou a conversa com Putin bastante produtiva, porque os dois discutiram como resolver a crise.

Situação Frágil

O chefe da ONU lembrou que enquanto país-membro permanente do Conselho de Segurança, a Rússia é essencial para manter a paz e a segurança internacional.

Durante o encontro com Putin, Ban enfatizou que Rússia e Ucrânia devem evitar qualquer tipo de provocação que possa piorar “uma situação já tensa e volátil”.

O Secretário-Geral afirmou que a “retórica inflamada pode levar a mais tensões e a retaliações perigosas” e pediu que a “intimidação por elementos radicais seja prevenida a qualquer custo.”

Perigos

Ban falou que ficou muito preocupado com os recentes ataques a bases militares da Ucrânia. Segundo ele, são nesses momentos em que “um pequeno incidente pode levar a uma situação fora do controle”.

Por isso, Ban defendeu um diálogo honesto e construtivo entre Kiev e Moscou. A Putin, o Secretário-Geral falou que entende a preocupação com a minoria russa na Ucrânia e ressaltou a importância de garantir os direitos humanos dessa população.

Nesta sexta-feira, Ban continua sua missão diplomática e chega a Kiev para um encontro com o presidente interino da Ucrânia, Oleksandr Turchynov e com o primeiro-ministro, Arseniy Yatsenyuk. Ele pediu à Ucrânia que restaure o russo como língua oficial.

Durante entrevista a jornalistas, o porta-voz de Ban, Stephane Dujarric, que viajou com ele à Rússia e à Ucrânia, disse que o chefe da ONU reiterou que está muito preocupado que a decisão do referendo possa exacerbar ainda mais a crise.

 

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