Desaparecimentos forçados na Síria geram situação “alarmante”
BR

20 março 2014

Afirmação é do Grupo de Trabalho da ONU sobre Desaparecimentos Forçados ou Involuntários; equipe de especialistas pede ação imediata, já que casos podem ser considerados crimes contra a humanidade.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

O Grupo de Trabalho sobre Desaparecimentos Forçados ou Involuntários está pedindo a vários órgãos das Nações Unidas para tratar a questão dos desaparecimentos na Síria.

A equipe é formada por cinco especialistas independentes de várias regiões: Ariel Dulitzky, da Argentina, Osman El-Hajjé, do Líbano, Jasminka Dzumhur, da Bósnia-Herzegovina, Olivier de Frouville, da França e Jeremy Sarkin, África do Sul.

Atenção

Segundo os especialistas, os casos estão ocorrendo no país de forma generalizada contra os civis e por isso, podem ser qualificados como “crime contra a humanidade”.

As observações do grupo são baseadas no último relatório da Comissão de Inquérito sobre a Síria, documento apresentado ao Conselho de Direitos Humanos na segunda-feira.

Os especialistas querem atenção imediata da ONU sobre a situação “alarmante” dos desaparecimentos forçados. O grupo acompanha o que ocorre no país desde o início dos conflitos, há mais de três anos.

Governo e Oposição

Em setembro de 2011, a equipe enviou ao governo sírio um comunicado oficial relatando violações dos direitos humanos cometidas pelas autoridades do país. Desde então, o grupo tem recebido um número cada vez maior de casos relacionados.

Nesta quinta-feira, os especialistas anunciaram que estão “muito preocupados” com as forças da oposição, que estariam usando práticas semelhantes contra civis que apoiam o governo e contra defensores de direitos humanos, jornalistas e líderes religiosos.

Devido à seriedade dos desaparecimentos forçados, o grupo pediu ao Conselho de Segurança que leve a questão ao Tribunal Penal Internacional. Eles também fizeram um apelo por ação ao Conselho de Direitos Humanos, à Assembleia Geral, ao Secretário-Geral e ao enviado especial para a Síria.

O grupo de especialistas espera que a Síria tome uma medida decisiva para acabar com desaparecimentos forçados, prevenir novos casos e levar os responsáveis à justiça.

 

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