Relatores da ONU querem investigação da morte de ativista chinesa

18 março 2014

Grupo de sete especialistas diz que Cao Sun Ly Shunli piorou e continuou sem qualquer tratamento na prisão; advogada falecida na sexta-feira foi acusada de crime de provocação.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Um grupo de especialistas independentes de direitos humanos expressou consternação com a morte da ativista chinesa Cao Sun Ly Shunli num hospital na última sexta-feira.

A nota assinada pelos sete peritos destaca a sua intervenção nos últimos seis anos e expressa condolências à família e aos amigos da advogada.

Revisão

O realce vai para o apelo feito por Cao, que exigia maior transparência e participação da sociedade civil na segunda revisão periódica do historial chinês pelo Conselho de Direitos Humanos.

Em setembro do ano passado, Pequim impediu o regresso da ativista à capital chinesa após a sua participação num seminário sobre direitos humanos e o papel fundamental dos observadores, em Genebra.

A nota realça ainda que a advogada foi presa e a sua família não teve conhecimento do seu paradeiro até ao momento em que governo chinês a acusou de crime de provocação.

Hospital

Cao continuou detida, com a saúde a deteriorar e sem qualquer tratamento apesar das exigências dos especialistas da ONU. A nota menciona ainda que após ter sido levada para o hospital, em fevereiro, os médicos não puderam salvar a sua vida.

A morte de Cao é considerada um exemplo trágico da criminalização das atividades dos defensores dos direitos humanos na China e das represálias por eles sofridas.

Investigação

Um pedido foi feito às autoridades chinesas para a investigação das circunstâncias da morte da ativista.

A nota foi assinada pelos relatores para as áreas de detenções arbitrárias, desaparecimentos forçados, liberdade de opinião e expressão, liberdade de reunião e associação pacíficas, saúde, defensores de direitos humanos e tortura.

 

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