FMI prevê acompanhar operações de empresa de atum em Moçambique

14 março 2014

Órgão quer avaliar riscos ligados ao novo projeto que envolve um empréstimo de US$ 850 milhões; grupo de especialistas considera que nova reforma eleitoral vai precisar de orçamento suplementar.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Fundo Monetário Internacional, FMI, afirmou que considera acompanhar de perto e informar sobre as operações da nova empresa pública moçambicana para a pesca de atum, denominada Ematum.

Após uma avaliação ao país, concluída esta quinta-feira, uma equipa do órgão disse que será fundamental avaliar os riscos fiscais associados ao projeto.

Crédito

O relatório do grupo reconhece os esforços recentes com vista à transparência das operações do projeto, que envolveu títulos de participação num crédito de US$ 850 milhões.

O FMI revela que a inclusão de US$ 350 milhões no orçamento das atividades fiscais da empresa para 2014 e o aumento do teto para as garantias do governo foram os primeiros passos importantes.

Crescimento

O desempenho económico do país foi considerado “muito forte”, apesar das inundações do início do ano passado. O FMI prevê um crescimento do Produto Interno Bruto de 8% em 2014, 1% a mais que em 2013.

O resultado deve refletir ganhos a serem obtidos em áreas como mineração, construção, transportes e comunicações e serviços financeiros.

O país prevê realizar eleições gerais a 15 de outubro. O FMI disse que será necessário um orçamento suplementar para incluir gastos associados com a nova reforma eleitoral.

 

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