Pornografia infantil na internet atinge crianças cada vez mais novas
BR

13 março 2014

Afirmação é da relatora Najat Maalla M’jid, especialista em venda de menores, pornografia e prostituição infantil; Brasil discursa na sessão e diz que usa eventos esportivos para conscientizar sobre combate ao problema.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

Mais do que nunca, as crianças correm risco de serem exploradas sexualmente ou traficadas, segundo a relatora especial da ONU sobre venda de menores, prostituição e pornografia infantil.

Najat Maala M’jid apresentou seu relatório ao Conselho de Direitos Humanos, em Genebra, e apelou por uma resposta global a esses crimes, que segundo ela, estão aumentando.

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O documento reflete os seis anos de trabalho dela como relatora especial e traz um balanço do seu mandato.

A relatora afirma que no mundo todo, “milhões de meninas e meninos são vítimas de exploração sexual”, apesar do tema ter ganhado maior visibilidade nos últimos anos.

Após a apresentação do relatório, a representação do Brasil em Genebra fez seus comentários sobre o tema, afirmando ser de alta prioridade para o país a proteção dos direitos das crianças.

Foi citado o uso de eventos esportivos para aumentar a conscientização sobre trabalho infantil, violência sexual e exploração de menores.

Turismo Sexual

Segundo a relatora Maala M’jid, cresce a quantidade de pornografia disponível na internet, as crianças vítimas são cada vez mais novas e as imagens ainda mais “horrorosas”.

A especialista alertou para o aumento da venda e do tráfico de menores para fins sexuais, do turismo sexual infantil e da exploração online.

Maala M’jid nota que a verdadeira extensão do problema não é clara, porque as leis não são adequadas e faltam dados confiáveis sobre o assunto.

De acordo com a relatora, outros problemas dificultam uma análise completa dos crimes, como a natureza clandestina da exploração infantil, o medo de represálias, o estigma e a impunidade.

Novas Tecnologias

Maala M’jid ressalta que com as novas tecnologias, o acesso a crianças de qualquer parte do mundo está mais fácil e com isso, aumenta a exploração.

A relatora sobre o tema lembra que esses crimes causam consequências físicas e psicológicas de longo prazo para as vítimas. Ao Conselho de Direitos Humanos, ela falou que é preciso se fazer muito mais para a proteção, reabilitação e reintegração das crianças.

Responsabilidade

Maala M’jid quer uma resposta global, por meio de um rede legal de cooperação internacional para prevenir e combater esses crimes. Outra sugestão envolve o setor privado e responsabilidade social entre servidores de internet, empresas de telecomunicação, indústria do turismo, veículos de mídia e instituições financeiras.