Na ONU, Hillary Clinton participa de lançamento de campanha feminina
BR

7 março 2014

A iniciativa “Ele por Ela” foi apresentada pelo Secretário-Geral da organização na véspera do Dia Internacional da Mulher; Ban Ki-moon disse que a discriminação contra mulheres e meninas aumenta rapidamente no mundo.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

A ONU lançou uma campanha que pede aos homens para defender os direitos de mães, mulheres, irmãs e filhas.

A iniciativa, “Ele por Ela”, reafirma que os direitos humanos para mulheres e meninas não são um sonho mas sim um dever. A campanha foi apresentada numa reunião, nesta sexta-feira, na sede da ONU.

Discriminação

O lançamento, no Conselho de Tutela, contou com a presença de ex-chefes de Estado como a presidente da Finlândia, Tarja Halonen, e também da ex-secretária de Estado americana, Hillary Clinton.

Hillary Clinton afirmou que apesar dos avanços alcançados até agora, nenhum país no mundo, nem os Estados Unidos, atingiu uma participação plena das mulheres na sociedade. Segundo ela, isso continua sendo “o maior negócio inacabado do século 21”.

Ao discursar no evento, o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, disse que já se sabe que a igualdade de gênero leva ao progresso para todos.

Segundo Ban, “em todo o mundo, a discriminação contra mulheres e meninas está aumentando e em algumas partes está piorando”.

O chefe da ONU pediu a homens e meninos que se juntem à campanha. Segundo ele, quando homens e mulheres têm direitos iguais, as sociedades prosperam.

Já a diretora-executiva da ONU Mulheres, Phumzile Mlambo Ngcuka, afirmou que é muito importante que as mulheres não apenas falem entre elas, mas busquem novos aliados para apoiar a luta contra os desafios que enfrentam.

O evento desta sexta-feira lembrou a Conferência Mundial sobre Mulheres realizada na China e que completa 20 anos em 2015.

A Declaração de Pequim e a Plataforma de Ação, adotadas por unanimidade por 189 países, são consideradas até hoje um marco nas políticas sobre igualdade de gênero, mulheres e pobreza, violência e direitos humanos.