Apenas 30% dos pesquisadores do mundo são mulheres, diz Unesco

6 março 2014

“Mulheres na Ciência” é uma nova ferramenta interativa da agência da ONU que indica taxas por países em diferentes esferas de desenvolvimento; Etiópia tem apenas 8% de mulheres na pesquisa; já a Bolívia, 63%.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

A Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, lançou uma ferramenta interativa para promover a participação de mulheres em pesquisas.

“Mulheres na Ciência” revela a quantidade de pesquisadoras femininas em países nos mais variados graus de desenvolvimento.

Tema

De acordo com a Unesco, a Bolívia, na América do Sul, por exemplo, tem 63% de mulheres trabalhando em pesquisas. A França tem apenas 26% e a Etiópia conta com apenas 8%.

Os dados são produzidos pelo Instituto de Estatísticas da Unesco, IEU. Apesar de um grande número de estudantes matriculadas para o primeiro grau universitário, muitas mulheres desistem quando o tema é mestrado ou doutoramento.

Este é o caso da Suécia, que abriga apenas 36% de pesquisadoras num total de 49% das mulheres inscritas para o doutoramento. Uma das dificuldades citadas pelas estudantes é a reconciliação de ambições profissionais com deveres familiares.

Empresas

As pesquisadoras também tendem a trabalhar em setores académicos ou governamentais, uma vez que a iniciativa privada ainda é dominada por homens que, quase sempre, recebem os melhores salários.

Na Argentina, por exemplo, 52% dos pesquisadores são mulheres, mas apenas 29% têm trabalho em empresas privadas.

A ferramenta da Unesco está disponível nos idiomas: francês, inglês e espanhol.

*Apresentação: Eleutério Guevane.