Ban diz que Serra Leoa pode ser exemplo para nações em conflito

5 março 2014

Secretário-Geral visita o país no último mês da operação de paz da ONU, após 15 anos; líder serra-leonês realça parceria com a organização para o desenvolvimento sustentável, paz e democracia.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Secretário-Geral assinalou o fim da missão das Nações Unidas na Serra Leoa, Unipsil, como um dos “casos mais bem-sucedidos do mundo de recuperação pós-conflito, da manutenção e da consolidação da paz”.

Na capital do país, Freetown, Ban Ki-moon realçou a determinação dos cidadãos de colocar a guerra para trás, e da comunidade internacional por manter o que chamou de “processo desafiador”, que durou 15 anos.

Consolidar a Paz

Ban referiu que outros países dilacerados pela guerra podem colher a esperança a partir do exemplo serra-leonês, ao reiterar que os esforços devem ser aproveitados para continuar a consolidar a conquista da paz.

Numa conferência de imprensa conjunta, o presidente da Serra Leoa, Ernest Bai Koroma, disse que o país aproveita a parceria com a organização para a estabilidade. Como referiu, a colaboração ocorre à medida que segue para o desenvolvimento sustentável, paz e democracia.

Deslocados

Em 2002, o país pôs termo a uma guerra civil de 11 anos entre o governo e os rebeldes da Frente Revolucionária Unida. Estima-se que dezenas de milhares de pessoas morreram no conflito que teve 2 milhões de deslocados.

Um dos marcos da era pós-conflito foi a condenação do antigo líder liberiano, Charles Taylor, considerado culpado por cumplicidade em crimes de guerra cometidos durante a guerra civil serra-leonesa.

O processo foi conduzido pelo Tribunal Especial para a Serra Leoa, apoiado pelas Nações Unidas, que foi criado para julgar os implicados das duas partes.

A resolução 2097 do Conselho de Segurança prevê o fim da Unipsil a 31 de março. No país, a ONU tem 600 funcionários integrados em 19 agências, fundos e programas.