Degradação ditou perda de 65% de terras africanas desde 1950, diz ONU

Degradação ditou perda de 65% de terras africanas desde 1950, diz ONU

No Dia do Meio Ambiente em África foco é o combate à desertificação; data coincide com Dia Wangari Maathai em honra à ativista queniana e Prémio Nobel da Paz.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

O Programa da ONU para o Meio Ambiente, Pnuma, realça que 65% das terras aráveis africanas foram perdidas desde 1950 devido à degradação.

A declaração foi feita por ocasião da passagem do 3 de março,  Dia do Meio Ambiente em África. A data visa adiantar medidas de combate aos desafios que o continente enfrenta na área.

Maathai

As celebrações coincidem com o Dia Wangari Maathai, a ambientalista queniana e Prémio Nobel da Paz, falecida em 2011.

O diretor da agência, Achim Steiner, disse esperar que muitos líderes africanos sejam inspirados no modelo da ambientalista queniana para garantir que os recursos naturais do continente possam ser conservados com um futuro sustentável e de segurança alimentar para todos.

Steiner afirmou que a transição para a economia verde decorre em África, com exemplos como painéis de energia solar na Argélia e na Tunísia e investimentos em fundos verdes na África do Sul.

Crescimento

Este ano, o continente assinala igualmente o Ano da Agricultura e da Segurança Alimentar perante um forte crescimento económico. O Banco Mundial prevê mais de 5% de aumento do PIB até 2015.

De acordo com o Pnuma, África ainda tem desafios a vencer como as mudanças climáticas, a degradação, perda de biodiversidade e o tráfico ilegal de madeira e animais selvagens. A gestão do lixo e a poluição marinha também foram citados como questões a resolver.

Desenvolvimento

Segundo a ONU, a população africana deverá chegar a 2,4 mil milhões até 2050. Líderes africanos afirmam que o tema dever ser o centro dos debates da agenda pós-2015 de desenvolvimento sustentável.

Líderes africanos, representantes da sociedade civil e grupos jovens participam nas comemorações deste ano no Lesoto sob o tema “Combatendo a Desertificação na África.”

Em Nairobi, sede do Programa da ONU para o Meio Ambiente, Pnuma, mais de 200 jovens e especialistas discutem crimes contra a vida animal, conservação florestal e segurança alimentar.

*Apresentação: Eleutério Guevane.