ONU cita Síria, Sudão do Sul e República Centro-Africana por abusos

3 março 2014

No Conselho de Direitos Humanos, Secretário-Geral pede união para fim da impunidade e promoção da prestação de contas; Ban avisou aos autores que o órgão e o mundo assistem aos atos.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Secretário-Geral das Nações Unidas destacou a Síria, o Sudão do Sul e a República Centro-Africana ao expressar a sua preocupação com a falta de responsabilização devido às violações dos direitos humanos.

No discurso desta segunda-feira, no Conselho de Direitos Humanos, em Genebra, Ban Ki-moon considerou os conflitos um triste testemunho do que pode ocorrer quando os autores sentem-se livres para cometer abusos sem que haja consequências.

Guerra 

Ban disse que na Síria as duas partes do conflito cometeram violações de sofrimento e carácter inimaginável. Aos Estados-membros tanto do Conselho de Direitos Humanos como do Conselho de Segurança, lembrou do dever especial de acabar com “a guerra sangrenta” no país e garantir uma prestação de contas de forma robusta.

O chefe da ONU destacou o cerco das comunidades, a morte pela fome e pelo uso indiscriminado de bombas e de outros tipos de armas como itáveis. Aos responsáveis pelos atos, Ban avisou que estão perante um órgão e um mundo que os assiste.

Abusos

O Secretário-Geral elogiou o Conselho pelos seus esforços para trazer à luz os abusos e as violações dos direitos humanos em todo o mundo.

Aos Estados-membros, pediu uma posição única para acabar com a impunidade e promover a prestação de contas.

Apelos

O Secretário-Geral elogiou o trabalho feito pela sociedade civil para promover o respeito aos direitos humanos. Aos  governos, exortou que permitam um trabalho de ativistas livres da intimidação e de represálias.

Ao citar a necessidade de garantia de direitos humanos para todos, Ban fez menção às crianças em acampamentos de refugiados sírios, que continuam a acolher cidadãos que fogem do seu país.

Realçou  igualmente que a ação do Conselho pode dar expressão às suas queixas, apelos e aspirações tendo manifestado a sua consternação com a sua situação difícil e resistência.

 

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